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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O que fazer com uma criança logo após um trauma - Gastão Ribeiro

O que fazer com uma criança logo após um trauma
Gastão Ribeiro


Uma das grandes questões no trabalho preventivo com traumas é o que fazer com uma criança logo após um trauma. A criança se encontra em estado de alerta, nesta hora algumas estruturas do cérebro parece funcionar mais que as outras inibindo todo o trabalho cognitivo. Para exemplificar o que esta sendo colocado: o trauma acontece a criança tenta usar o engajamento social para se safar (em um assalto tentamos conversar com o agressor), caso isso não funcione a amígdala do hipocampo faz um seqüestro do cérebro, isto é, detecta a emergência e recruta o resto do cérebro para o seu plano de emergência, nesse momento é acionado o fugir, lutar e congelar. Sendo que o nosso cérebro pensante, o neocórtex, ainda não percebeu o que está acontecendo. Portanto o circuito neural que é acionado na resposta de trauma envolve partes corticais e subcorticais. E o pior é que este seqüestro cortical que provoca a sensação na criança de alerta vão formar mais tarde as memórias sub corticais do trauma (leia http://gastaoribeiro.blogspot.com/2010/09/memorias-procedimentais-gastao-ribeiro.html ).

È preciso desativar este estado de alerta e com isto impossibilitando a formação de memórias procedimentais do trauma. Sabemos na pratica que técnicas psicosensoriais como, Técnica Psicosensorial, TFT, EFT, TAT podem ser usadas como profilaxia ou tratamento deste estado de alerta. Mas como a maioria das pessoas não sabem estas técnicas, existe um procedimento extremamente simples e eficiente neste momento, a Coerência Cardíaca. Fizemos um pequeno protocolo que pode ser usado por todos que trabalham com crianças em situação de risco, vamos lá:
1. Peça a criança para estimular o ponto do Karatê(bater rapidamente com a outra mão no ponto onde damos um golpe de karatê).
2. Peça que faça um esforço para afastar a sua mente apressada ou das emoções perturbadoras para área ao redor do coração. Finja que esta respirando através do coração para ajudar a concentrar a sua energia nesta área. Mantenha a concentração aí pelo menos dez segundos.
3. Peça que ela lembre-se de um sentimento positivo ou divertido, ou de uma época boa que ela teve na vida, e tente revive-los.
4. Agora mantenha-se assim por alguns minutos aproveitando este momento agradável de conexão com o coração
5. Peça para ela sentir o coração limpando todo medo, todo o susto e todos os sentimentos negativos que o trauma causou.
6. Repita este exercício pelo menos uma vez por dia, até interar um mês.
Este exercício simples será muito útil e talvez impeça que o trauma se instale como patologia, use e abuse e vejam o resultado
Fonte – Coerência Cardíaca – Apostila de curso – Gastão Ribeiro

domingo, 22 de maio de 2011

Curso sobre o Trauma de abuso sexual e primeiros cuidados com crianças traumatizadas em Guarapuava




Curso de Psicologia da faculdade trouxe psicólogo de referência internacional sobre o tema.





No dia 18 de abril, Dia Nacional de Combate ao Abuso Sexual de Crianças e Adolescentes, a Faculdade Campo Real trouxe a Guarapuava o psicólogo Gastão Ribeiro. Ele é criador do Projeto Trauma Infantil que atende crianças carentes vítimas de abuso em Belo Horizonte. Ribeiro é psicólogo, psicanalista e hipnoterapeuta, tem formação em técnicas de traumas como EMDR Level II e é membro da Sociedade Brasileira de Hipnose e Presidente da Sociedade Mineira de Hipnose. “Foi uma grande alegria trazer um profissional desse porte a cidade, pois ele abriu uma exceção em ministrar o curso no interior” disse a coordenadora do Curso de Psicologia, Maria Elda Garrido. Durante o minicurso, ministrado no Salão Nobre da faculdade, o psicanalista enfatizou a importância da família, dos psicólogos e da sociedade agir em conjunto, por meio de denúncias, informando o conselho tutelar e garantindo o cuidado e proteção da criança. “Precisamos fazer uma corrente do bem contra esse terror que é o abuso sexual”, disse Ribeiro. O palestrante tinha como objetivo instruir não apenas profissionais da área como psicólogos, mas também pais, professores e a comunidade em geral. O professor e filósofo, Luigi Chiaro parabenizou a organização do evento e disse que o curso foi muito esclarecedor. “Foi fantástico, claro e objetivo voltado não só para experts no assunto, foi muito pedagógico”, declara. O curso atraiu pessoas de outras cidades como de Irati, Mallet e Pinhão. Além da presença de entidades como a APAE, o Conselho Tutelar e acadêmicos de outras instituições de ensino. A professora e psicóloga, Susana Raurich Alvarez enfatizou a importância dessa palestra tanto para a faculdade quanto para cidade. “Depois dessa palestra, o curso de psicologia da Campo Real atinge um nível que daqui pra frente só tende a melhorar”, preconiza a professora. Gastão Ribeiro fez demonstrações de suas abordagens para tratar os traumas na infância. “O sexual é o pior dos traumas e o de mais difícil recuperação, para isso o palestrante desenvolveu uma metodologia única no mundo”, conta a professa Susana. “Foi um sonho dourado trazer um braço desse projeto Trauma Infantil para Guarapuava”, acrescenta a coordenadora Maria Elda. .

quarta-feira, 11 de maio de 2011

VIOLÊNCIA SEXUAL PRATICADA CONTRA A CRIANÇA E O ADOLESCENTE

VIOLÊNCIA SEXUAL PRATICADA CONTRA A CRIANÇA E O ADOLESCENTE

A violência sexual praticada contra a criança e o adolescente envolve vários fatores de risco e vulnerabilidade quando se considera as relações de geração, de gênero, de raça/etnia, de orientação sexual, de classe social e de condições econômicas. Nessa violação, são estabelecidas relações diversas de poder, nas quais pessoas e/ou redes satisfazem seus desejos e fantasias sexuais e/ou tiram vantagens financeiras e lucram usando, para tais fins, as crianças adolescentes. Nesse contexto, a criança ou adolescente não é considerada sujeito de direitos, mas um ser despossuído de humanidade e de proteção. A violência sexual contra meninos e meninas ocorre tanto por meio do abuso sexual intrafamiliar ou interpessoal como na exploração sexual. Crianças e adolescentes vítimas de violência sexual podem estar vulneráveis e tornarem-se mercadorias e assim serem utilizadas nas diversas formas de exploração sexual como: tráfico, pornografia, prostituição e exploração sexual no turismo.
As violações dos direitos humanos sexuais de crianças e adolescentes não se restringem a uma relação entre vítima e autor. Essas violações ocorrem (e são provocadas) pela forma como a sociedade está organizada em cada localidade e globalmente. Podem ser destacadas, nesse aspecto, as atividades turísticas que não consideram os direitos de crianças e adolescentes, facilitando ações de exploração sexual. Nesse contexto, também estão os grandes empreendimentos que, quando não assumem a sua responsabilidade social, causam impactos nos contextos locais potencializando a gravidez na adolescência, o aumento de doenças sexualmente transmissíveis, o estímulo ao uso de drogas e a entrada e permanência de meninas e meninos nas redes de exploração sexual.
O enfrentamento à violação de direitos humanos sexuais de crianças e adolescentes pressupõe que a sexualidade é uma dimensão humana, desenvolvida e presente na condição cultural e histórica de homens e mulheres, que se expressa e é vivenciada diferentemente nas diversas fases da vida. Na primeira infância, a criança começa a fazer as descobertas sexuais e a notar, por exemplo, diferenças anatômicas entre os sexos. Mais à frente, com a ocorrência da puberdade, passa a vivenciar um momento especial da sexualidade, com emersão mais acentuada de desejos sexuais. Nessas fases iniciais do desenvolvimento da sexualidade (infância e adolescência), é fundamental a atenção, a orientação e a proteção a partir do adulto. Nenhuma tentativa de responsabilizar a criança e o adolescente pela violação dos seus direitos pode ser admitida pela sociedade.
Aos adultos, além da sua responsabilidade legal de proteger e defender crianças e adolescentes cabe-lhes o papel pedagógico da orientação, acolhida buscando superar mitos, tabus e preconceitos oferecendo segurança para que possam reconhecer-se como pessoa em desenvolvimento e envolverem-se coletivamente na defesa, garantia, e promoção dos seus direitos.
Queremos convocar todos – família, escola, sociedade civil, governos, instituições de atendimento, igrejas, universidades, mídia – para assumirem o compromisso no enfrentamento da violência sexual, promovendo e se responsabilizando para com o desenvolvimento da sexualidade de crianças e adolescentes de forma digna, saudável e protegida.

Fonte – Comitê Nacional de Enfrentamento a violência sexual contra crianças e adoslecentes.

" A infância é muito frágil para ser abandonada" - abraçe esta idéia

terça-feira, 3 de maio de 2011

Corrupção de menores - mudanças na lei

Venho acrescentar mais informação ao tema uma vez que na apostila achei pouco desenvovido, sendo que em 2009 a lei mudou a idade de consentimento:


No Direito Penal brasileiro, Corrupção de menores pode-se referir a dois tipos penais (crimes) diferentes, um previsto no Código Penal Brasileiro, e o outro no ECA:

* Corrupção de menores (Código Penal) - Previsto no artigo 218 do Código Penal, até agosto de 2009, vigorou com a seguinte redação:

"Art. 218 - Corromper ou facilitar a corrupção de pessoa maior de 14 (catorze) e menor de 18 (dezoito) anos, com ela praticando ato de libidinagem, ou induzindo-a a praticá-lo ou presenciá-lo: Pena - reclusão, de um a quatro anos."

Com a Lei 12015/2009, sua redação foi alterada para:

"Art. 218. Induzir alguém menor de 14 (catorze) anos a satisfazer a lascívia de outrem: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos."

Desta forma, o legislador alterou a idade de consentimento no Brasil para 14 anos, de forma taxativa, quando anteriormente havia certa dubiedade em relação a esta.

Entretanto, conforme o parágrafo único do Art 225 do Código Penal, com texto dado pela Lei 12.015-2009, os crimes contra a liberdade sexual, procede-se “mediante ação penal pública incondicionada se a vítima é menor de 18 anos”. Deste modo, o legislador não mais confere à família o poder de julgar e decidir sobre a relação privada.

Formalmente, o crime de corrupção de menores de 18 anos, não mais fica condicionado à iniciativa dos pais do menor conforme a nova redação do Art. 225 do CP, Parágrafo Ùnico, dada pela Lei 12.015-2009. Crime sexual contra adolescente (indivíduos entre 12 e 17 anos), segundo o ECA, pela alteração promovida pela Lei 12.015-2009, deixam de ser condicionada à iniciativa da família. O Ministério Público é quem processará.

Por outro lado, a prática de atos libidinosos consentidos com maior de 14 e menor de 18 anos não é mais crime, exceto em casos de favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual (art. 218-B parágrafo 2º, inciso I da lei 12.015/2009).

Contribuição - José Ricardo Monteiro Fernandes

quarta-feira, 30 de março de 2011

O Modelo das Espadas Mágicas Gastão Ribeiro

O Modelo das Espadas Mágicas

Uma das funções do Projeto Trauma Infantil é buscar novas técnicas de dessensibilização de traumas, com o objetivo de criar técnicas rápidas e efetivas de dessensibilização de traumas, para que mais e mais crianças sejam tratadas. A partir disto criamos um modelo funcional de atendimento usando a técnica das Espadas Mágicas.

Para isto usamos duas técnicas associadas, os sentimentos básicos e o PRI. Esta metodologia atua diretamente no sistema de energia corporal para restaurar o fluxo interrompido pelo trauma, estresse e emoções negativas.

Os sentimentos básicos buscam a junção da mente e do corpo, tem sido no usado no Projeto e Espaço Trauma para estabelecer a estratégia e o processo terapêutico. Os sentimentos básicos esta associado aos Novos Paradigmas em Psicoterapia que associam psicoterapia aos conceitos de neurociência.

Usando a associação de sentimentos básicos com as Técnicas de PRI criamos um modelo rápido que se adéqua a quase todos os tipos de traumas. Usando da dissociação que é a defesa primária de qualquer trauma montamos um procedimento de Espada Mágica para os pontos ligados as emoções, sempre deixando o ponto de trauma por último.